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Frutose, síndrome metabólica e diabetes.



Frutose:
A frutose é um açúcar de molécula simples, encontrado principalmente em frutas, mel ( aprox. 42% do mel), leguminosas, dentre outros vegetais ( repolho, alho) e até mesmo em cerais, como o milho, além do açúcar que usamos, que é a sacarose. Possui o maior poder adoçante de todos os açúcares e esse é um dos motivos por ser usada na indústria alimentícia.
Após ingerida, a frutose chega intacta ao intestino, aonde pode ser absorvida de duas formas:
1- Transporte facilitado: A frutose é carregada para dentro das células do intestino pela proteína GLUT5, que tem baixa afinidade pela glicose e alta afinidade pela frutose. Esta proteína não precisa de insulina para ser ativada, porém este transporte é de baixa capacidade;
2- Absorção passiva junto a glicose: Quando a glicose é absorvida é também absorvido o fluido intestinal, carregando consigo as moléculas de frutose, dentre outros solutos.
Depois da sua absorção no intestino, a frutose é transportada pela proteína GLUT 2 ao fígado, aonde será metabolizada. O intestino, rins e até os adipócitos podem metabolizar um pouco da frutose também, mas o órgão que realiza a maior parte do metabolismo desta é o fígado (75%).
No fígado, a frutose é transformada em glicose e glicogênio, piruvato, lactato e ainda pode ser transformada em ácidos gordos e glicerol. Estes dois inibem a degeneração dos lipídios e favorecem a formação de TAG ( triacilglicerol) e a síntese de VLDL.
Frutose e a síndrome metabólica:
A sindrome metabólica é caracterizada por uma série de condições nutricionais que prejudicam o sistema cardiovascular. São elas:
– Obesidade visceral;
– Colesterol alto;
– Elevado nível de gordura no sangue;
– Hipertensão;
– Resistência a insulina.

– Gordura visceral e aumento do colesterol: A produção de energia através da frutose libera uma substância que é captada e utilizada na produção de triglicerídios e VLDL. No metabolismo da frutose, diferente do da glicose não há mecanismo regulador, então ocorre uma maior produção de triglicerídios, que se acumulam entre as vísceras. Os VLDL vão para o sangue em forma de LDL e são oxidados, transformando-se em substâncias que causam placa ateroscleróticas.
– Resistência a insulina: Também com a produção de energia através da frutose, ocorre o aumento da quantidade de outra substância no organismo (citrato) que inibe uma enzima ( fosfofrutoquinase) que determina a glicólise (produção de energia através da glicose). Com isso, o fígado, ao invés de produzir energia com a glicose, usa os triglicerídios que já estavam estocados. Só o fato de a glicólise ser inibida já contribui para a resistência a insulina, mas além disso o uso de triglicerídios para a produção de energia aumenta o chamado “estresse oxidativo” no fígado. Este estresse oxidativo gera um processo inflamatório que a longo prazo pode resultar na morte do tecido do fígado (necrose hepática). Essa inflamação causada pelo estresse oxidativo também libera substâncias na corrente sanguínea ( como TNF-α) que inibem a ação da insulina e também da ação e produção de adiponectina, aumentando ainda mais a resistência a insulina.
-Hipertensão arterial: O metabolismo da frutose dentro das células libera ácido úrico na corrente sanguínea, que além de favorecer doenças renais, inibe uma enzima (eNOS) que produz uma substância vasodilatadora (NO). Com menor vasodilatação, a consequência é o aumento da pressão arterial.
Frutose e a redução da saciedade:
Os principais reguladores do apetite são os hormônios insulina, leptina e grelina e os neuropeptídios orexígenos e anorexígenos. A insulina e a leptina interagem com o cérebro e nos dão a sensação de saciedade, enquanto que a grelina estimula o apetite. A frutose não estimula a secreção de insulina e nem de leptina, logo não nos dá a sensação de saciedade. E por isso acabamos sentindo mais fome.

Animação explicativa da absorção da frutose:
http://hipermidiasbioquimica.ufsc.br/files/2010/07/6.absorcao_frutose.swf

Links úteis:
http://docplayer.com.br/8219800-Frutose-e-a-sindrome-metabolica-fructose-and-the-metabolic-syndrome-susana-sousa-ferreira.html
http://nutricaogeovanaebaid.blogspot.com.br/2012/08/os-maleficios-da-frutose.html
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/35908/000794667.pdf?sequence=1
http://www.unicamp.br/nepa/publicacoes/san/2011/XVIII_2/docs/consumo-de-frutose-e-impacto-na-saude-humana.pdf
file:///E:/Documents/Searches/Pesquisas%20para%20v%C3%ADdeos%20do%20youtube/Frutose,%20maltodextrina/Consumo%20de%20frutose%20e%20exerc%C3%ADcio%20f%C3%ADsico,%20impacto%20na%20s%C3%ADndrome%20metab%C3%B3lica.%20(PDF%20Download%20Available).html
https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/108995/000949796.pdf?sequence=1
https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/54707/3/138150_1018TCD18.pdf
http://www.eufic.org/article/pt/artid/Frutose_e_saude_metabolica/

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